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AFONSO TOSTES
Belo Horizonte 1965
Afonso Tostes vem se dedicando nos últimos anos ao que se pode chamar de investigação sobre as estruturas. As esculturas são feitas em madeiras recuperadas de demolições e canteiro de obras pela cidade.
Estas peças, então, remetem à memória da origem do material ativando o espaço em torno através dos antagonismos entre o bruto e o refinado ,o espontâneo e o erudito. As esculturas são colocadas estrategicamente nos espaços, provocando a cada montagem uma sensação diferente no que se refere ao apoio, escora, e interdependência entre as partes.
Afonso Tostes tem uma produção irrequieta, suas esculturas assim como pinturas e desenhos nunca se acomodam no lugar comum, posto que o artista imprime a velocidade do mundo em que vive; a observação daquilo que a princípio passaria desapercebido ,para ele, é matéria prima e fundamental.
Dentre suas exposições individuais destacam-se recentemente a da LURIXS Arte Contemporânea - Entre Paredes (Rio de Janeiro, 2005), Centro Cultural Maria Antônia (São Paulo, 2003), Paço Imperial (Rio de Janeiro, 2003), Cavalariças do Parque Lage (Rio de Janeiro, 2003), Galeria Paulo Fernandes (Rio de Janeiro, 2002), Pinturas, no Paço Imperial (Rio de Janeiro, 2000). Dentre as coletivas, destacam-se as exposições: V Bienal do Mercosul (Porto Alegre, 2005), Coleções do Rio, MAM (Rio de Janeiro, 2004), Fio e o Espaço, Paço Imperial (Rio de Janeiro, 2004), Os 4 Elementos, Catanhede, (Portugal, 2003), Desenho Traço e Espaço, ECCO (Brasília, 2003), Um Oceano Inteiro para Nadar, Culturgest (Lisboa, Portugal, 2000) e 3,14 Foundation (Bergen, Noruega, 1999).
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