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Biografia do artista
Nascido em Xavantes (SP), Geraldo de Barros (1923-1998) começou a pintar nos anos 40. Estudou com o mestre japonês Takaoka, radicado em São Paulo. Sua primeira exposição foi em 1947, no hall do Teatro Municipal, juntamente com Athaíde de Barros. Geraldo, Athaíde, Takaoka e outros artistas criam o Grupo 15, que divide um ateliê no centro de São Paulo. O estilo dominante é expressionista.
Na segunda metade da década de 40, Geraldo também se dedica à gravura e monta com Athaíde um pequeno laboratório de fotografia no ateliê. Compra uma Rolleiflex-1939 e passa a fotografar nos locais em que levava seu cavalete para pintar.
Em 1949 entra para o Foto Cine Clube Bandeirantes, onde seu experimentalismo se choca com o conservadorismo reinante.
No final dos anos 40, Geraldo conhece Mario Pedrosa, que teve papel importante na sua formação, introduzindo questões como a Teoria da Gestalt. Por intermédio do crítico, conhece artistas do Rio, como Almir Mavignier e Ivan Serpa, e colabora no projeto da doutora Nise da Silveira.
Em 1949, a convite de Pietro Maria Bardi, organiza o laboratório de fotografia do Museu de Arte de São Paulo-MASP. Em 1950, mostra no MASP suas Fotoformas, resumo do trabalho experimental com fotografia realizado na segunda metade da década de 40. A mostra lhe rende uma bolsa de estudos do governo francês. Passa um ano em Paris. Sua fotografia “abstrata”, com intervenções sobre negativos, superposições e marcante inclinação geométrica sinaliza sua participação fundadora no concretismo brasileiro.
Em 1952, ao lado de nomes como Waldemar Cordeiro, Luís Sacilotto e Lothar Charoux, participa do Grupo Ruptura. Ganha prêmios de aquisição nas primeira e segunda Bienais de São Paulo. Faz contato e desenvolve amizade com o artista suíço Max Bill. Em 1956-57 participa da Exposição Nacional de Arte Concreta, que reúne poetas e artistas construtivos de São Paulo e do Rio.
Artista de múltiplos talentos, Geraldo também se dedica às artes gráficas e ao design de móveis. Assina o cartaz do 4º Centenário de São Paulo e, com o Frei João Batista Pereira dos Santos cria, em 1954, a Unilabor, uma fábrica de móveis com regras coletivistas, da qual se torna o designer. Em 1964, Geraldo funda, com sócios, a fábrica de móveis Hobjeto.
No início dos ano 80, depois de ter participado do Rex Time, ao lado de Nelson Leirner e Wesley Duke Lee, e feito incursões pela Pop Art, volta ao construtivismo geométrico com uma série de quadros realizados em laminado de plástico (fórmica) sobre madeira. Realiza nesse formato uma variedade de novos projetos, além de alguns criados nos anos 50. Com essa série, Geraldo participou da Bienal de Veneza (1986) e, novamente, da Bienal de São Paulo (1991).
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