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Há dois anos a mostra Indícios, de Marcone Moreira, na galeria Lurixs Arte Contemporânea apresentou composições em madeira e outros materiais recolhidos em suas andanças por Marabá, cidade onde reside. Agora, o artista inova trazendo à galeria três fotografias, técnica inédita em seu trabalho, que registram intervenções urbanas praticadas em Belo Horizonte, objetos com dimensões 200 x 100 cm em madeira oriunda de restos de embarcações, um objeto em madeira recolhida de carroceria de caminhão, quatro desenhos em papelão e uma pintura.
Marcone, que produz instalações, objetos, gravuras, desenhos e pinturas chegou à fotografia por sentir necessidade de deslocar os ambientes em que se realizaram suas intervenções para dentro de outros lugares, assim possibilitando que sua experiência, sempre solitária, seja compartilhada. O artista, através da fotografia se apropria do momento e o recorta à sua maneira, assim como os materiais. Já as composições em madeira, remetem à arquitetura de palafitas, construções frequentes no Pará. Seu trabalho, construções e junções de planos de materiais e cores, alia a elegância da arte construtiva com a rudeza de materiais descartados para outros usos.
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